A cada dia que passa a bola de neve aumenta. Tudo começou com as mudanças nas regras da categoria e as próximas mudanças anunciadas, como a que veremos (será?) na próxima temporada, onde os times que não seguirem o teto orçamentário de £ 40 milhões (R$ 129 mi) vão ter limitações técnicas. Já aqueles que adotarem o limite de gastos, receberão em troca benefícios no campo tecnológico.
A Ferrari não concorda com isso, considerando que existirão dois regulamentos diferentes em um mesmo campeonato. A FIA, entretanto, não aceita mudar as regras, usando como argumento o interesse de novas equipes, que querem entrar na categoria justamente por causa da redução de custos.
E se a Ferrari não quer, muita gente vai atrás e não quer também, como é o caso do Felipe Massa, um piloto que tem torcida, mas não tem garra de campeão. Provavelmente estar do lado da sua equipe é o que a maioria faria. E é, outros pilotos já demonstraram insatisfação com tais regras, como é o caso do bí campeão Fernando Alonso, que ao lado de outros nomes, também ameaçou abandonar a categoria. E, junto dele, vem a Renault e a Toyota, que agora se juntam a Ferrari.
E se a Ferrari ameaça sair da categoria, alguns circuitos ameçam ficar de fora também. A bola de neve continua, desta vez com a prova mais tradicional da categoria: Mônaco. A organização do GP de Mônaco não está disposta a renovar o contrato de realização da corrida caso a equipe italiana confirme que não participará do campeonato de 2010.
Mas será que existira Fórmula 1 sem a Ferrari? É o que perguntariam. Eu respondo que: A categoria perderia a sua força, perderia a calorosa torcida ferrarista nas arquibancadas, perderia interesses, mas não acabaria, se renovaria e se adaptaria. Nem só de Ferrari vive a Fórmula 1. E com o passar dos tempos, a Ferrari perceberia que a Fórmula 1 não depende dela... e esta mesma Ferrari voltaria com o rabinho vermelho entre as pernas para a competição.
Mas até lá, o quanto a bola de neve vai aumentar?
terça-feira, 26 de maio de 2009
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